Quarta-feira, Julho 27, 2005


Por telefone



Personagens do diálogo: um casal de ex-namorados.

Roteiro: Astolfo vivia insistindo com Veruska e ela nunca dava moral por saber que o ex morria por sua causa e que sempre estaria ali para satisfazer suas vontades. Acostumada a declarações constantes de amor e num momento de profunda solidão e embriaguez, nossa mocinha corre ao encontro do telefone e num último impulso de desespero junta suas forçasa fim de receber uma palavra amiga...


Ele: - Alô?

Ela: - Alô! Astolfo? Oie! É Veruska! Jóia?

Ele: - Ah, é você? O que você quer?

Ela mais espantada do que minha mãe na montanha russa: - É... o que eu quero? É... Conversar com você... Saber como você está...

Ele: - Muito bem, obrigado. Só isso, né? Tchau.

Ela: - Peraí! Que revolta é essa! O que aconteceu?

Ele: - Quer saber mesmo? Cansei. E só atendi o telefone porque não sabia que era você! Pra falar a verdade apaguei os seus telfones da minha agenda! Apaguei você da minha vida!

Ela não sabia se ria ou se chorava já o que garoto parecia ter fumado orégano: - Como assim?

Ele: - E tem mais! Só não apaguei o da sua casa porque eu sei de cór, mas já tô esquecendo! Não quero mais te ver nem pintada de ouro!

Ela com voz de cachorro de caiu da mudança: - Mas o que eu fiz? Você sabe que eu te amo!

Ele: - Ama nada! Cria vergonha na cara! Você cansou de bater o telefone na minha cara, fingir que a ligação estava péssima, mudar de calçada, e só me liga quando está bêbada!

Ela suplicando: - Não faz isso comigo! Se você não disser que me ama eu me mato!

Ele: - Mata nada! No máximo vai me infernizar a noite toda!

Ela já sem argumentos!: - Não fala assim eu te amo, juro! Quero me casar com você e ter cinco filhos! Você sabe que meu sonho de consumo é ser sua Amélia!!!!!!!!!!!!!!

Ele: tum... tum... tum....


            Final da história: Três dias depois da ligação Veruska ainda está se dubulhando em lágrimas e querendo saber porque ao invés de plantar bananeiras no terreno ao lado da privada de sua chacarazinha empenhou-se numa lavouras de urtigas!!!!! E continua acreditando na máxima que diz

"Quando nada mais pode ser feito e todas as suas forças e argumentos se esgotarem; NÃO DESISTA! Infle bem o peito e diga aos quatro ventos: FUDEU!"



Bjinhos carinhosos...