Sexta-feira, Julho 08, 2005


A SAGA DE FLORIBELA (PARTE II)
Somente para maiores de 18 anos




            Os meus velhos companheiros de aventuras são testemunhas vivas e mal pagas da primeira história desta nobre camponesa que ia todos os dias ao bosque colher flores... Oops! Falha de conexão, misturei as histórias!!!!

Bom, continuando (se você não conhece a parte I dá uma olhadinha na aula do dia 30/03)...


            Floribela depois da decepção com o tipinho-quero-filiais-e-nenhuma-matriz entrou em depressão profunda. Engordou quase 20kg, mas não desistiu de se casar e ser feliz pra sempre (tá vendo no que dá ler contos-de-fadas?). Meses depois começou a pôr reparo num rapazinho da cidade.

            Bonitinho, andava bem arrumado, tá... não tinha muito assunto, também não era muito bom nos estudos, na verdade era péssimo nesse quesito, mas tinha fama, olhos claros, também vivia acompanhado por um belo copo e sempre cheio, cabelos lisos, corpo malhado já que jogava futebol com os amigos, fala mansa...


Pronto. Apaixonou-se de vez!!!!!


            Foram meses e meses de conversas, caronas de volta para casa, mais conversas, encontros às escondidas já que o pai de Floribela, famoso coronel da região, não permitiria nunca um namoro daqueles, mãozinhas dadas enquanto sentavam-se um do lado do outro... Até que chegou o dia em que o rapaz quis que ela conhecesse sua família.


Hein? Pra quê? Já conhecia suas irmãs, sabia quem eram seus pais, não precisava ser apresentada como a nova cobaia, quer dizer namorada!


            Brigas e enrolações mais tarde e lá foi Floribela até o lar doce lar do menino. Um mal súbito a atacou de repente e a fala e a inteligência de nossa heroína deixaram-na com cara de pateta na frente de sua sogra e a única coisa que conseguiu fazer foi sorrir (para tentar parecer simpática e segurar o queixo que insistia em não parar de tremer).

            Tempo vai, tempo vem... O namoro vai se tornando mais sólido... O casal vai se conhecendo... E certas intimidades passam a acontecer... Beijinhos aqui... Beijinhos acolá... Mãos que começam a passear ...mais pra cima... Menina tímida como era quase morria de vergonha, mas não evitava amassos mais quentes no banco do carro do rapaz na praia escura e deserta...

            O rapaz tinha uma certa fama de ser, como poderia explicar, um tanto quanto AVANTAJADO. E vocês sabem o quanto fuxicos, boatos e fofocas correm pelas ruas não asfaltadas de cidades do interior. Floribela, sabendo disso, não tinha coragem de verificar a veracidade dos fatos.


Mas o que é a falta de coragem diante a CURIOSIDADE de uma moça acostumada a passar suas tardes observando a reprodução das vacas no pasto?


            Não reistindo mais aos carinhos do rapaz, nossa doce Floribela acompanhou-o numa linda noite estrelada e de lua cheia até seu quarto... Chegando lá, e disposta a matar quem a estava matando, foi logo partindo para o ataque como uma louca necessitada!

            Por toda a cidade ouviu-se um inexplicável grito! Todos acordaram assustados e conta a lenda que até hoje Floribela corre de medo do PEQUENO brinquedo do moço...



Bjinhos carinhosos...

ps: Tá certo que eu exagerei um pouquinho assim, mas a história é real!!!!!